Origem do Método Charmat

Share Button

É denominado Método “Charmat” devido ao nome do engenheiro francês, que no início do século introduziu este método ao Plano Industrial. Esta prática caracteriza-se pela fermentação em grandes recipientes e é largamente empregada para a elaboração de espumantes de uvas aromáticas e vinhos espumantes jovens de uvas não aromáticas.

Este método é baseado no uso, durante a fermentação, de tanques de aço inox resistentes a pressão (autoclaves). Aos quais é transferido o vinho base, adicionado de açúcar e culturas de leveduras selecionadas para desenvolver a refermentação, que pode durar de alguns dias a alguns meses, dependendo do produto que pretende-se obter. Durante este período as leveduras transformam o açúcar em álcool e gás carbônico. Como não há liberação deste gás, ele permanece no produto, formando as borbulhas ou perlage. Terminada a refermentação, o espumante é refrigerado, clarificado, filtrado e engarrafado isobaricamente (sem perda de pressão).

A industria vinícola tem aportado ao processo algumas inovações para adaptá-lo aos diversos tipos de espumante. A variante mais significativa vem do tempo de contato entre o vinho e as leveduras após a refermentação. Usualmente utilizam-se dois método de elaboração.

Charmat Curto: Prática mais utilizada na elaboração de espumantes jovens, frescos e frutados. Consiste no engarrafamento do espumante logo terminada a segunda fermentação.

Champagne ou vinho espumante

A denominação champagne é uma appellation dorigine contrôlée (denominação de origem controlada). A região de Champagne, na França, é a única no mundo que pode dar o nome de champagne aos seus espumantes. Nem mesmo outras regiões da França podem chamar assim seus vinhos espumantes. Champagne, tem um solo com características específicas que propiciam as uvas aptas para um champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) e um clima frio. O vinho elaborado com essas características, em outros países, recebe a denominação de vinho espumante. O Brasil com sua produção tem alcançado qualidade a nível internacional. O Rio Grande do Sul é responsável pela maior parte da produção nacional.

O processo de elaboração do espumante compreende duas etapas distintas: a obtenção de um vinho base, elaborado a partir das cultivares Riesling Itálico, Pinot Noir, Pinotage, Malvasia e Chardonnay. Também podem ser utilizadas cultivares aromáticas (uvas moscatéis) quando se deseja elaborar vinhos pelo método ASTI (Itália) e a segunda fermentação alcóolica, quando ocorre a formação de dióxido de carbono (bolhas), uma das características principais do espumante. Esta etapa pode acontecer diretamente na garrafa (método Champenoise ou tradicional) ou em autoclaves de aço inoxidável (método Charmat). Este último traz como grande vantagem, seu baixo custo de produção, já que todo o seu processo pode ser completado em duas semanas.

Foto por Ovetum Fotografía

CategoriesSem categoria

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *